Para que
compreendam o funcionamento da dualidade na vida quotidiana, gostaria de
mencionar algumas características típicas deste jogo.
1) A vida
emocional é essencialmente instável.
Ora estão do
lado de “cima” ou de “baixo” de um determinado humor. Estão zangados ou
indulgentes, intolerantes ou generosos, deprimidos ou entusiasmados, felizes ou
tristes. As emoções flutuam permanentemente entre os extremos e parece que o
controlo que têm sobre estas flutuações é limitado.
2) Estão
intensamente envolvidos com o mundo exterior.
É muito
importante para vocês a opinião que as outras pessoas têm a vosso respeito. A
vossa autoestima depende daquilo que o mundo exterior (sociedade ou entes
queridos) pensa a vosso respeito. Tentam viver de acordo com os padrões do
mundo exterior acerca do que é certo ou errado e esforçam-se ao máximo.
3) Possuem uma
forte opinião acerca do que é correto ou errado (são julgadores), pois quando
se categoriza as ações, pensamentos ou pessoas (em certo ou errado) organiza-se
a vida e isto, proporciona um sentimento de segurança.
Todas estas
características têm em comum o fato de que vocês não estão realmente presentes no
que fazem ou sentem, a vossa consciência não está centrada no vosso interior. Enquanto
sentirem e agirem com a consciência voltada para as camadas externas do vosso
ser, direcionada para o mundo exterior, ela será dirigida por padrões de
pensamento e comportamento orientados pelo medo. A vossa consciência estará num
“estado de cãibra”.
Deixem-me
dar um exemplo
Se estão
habituados a ser sempre gentis e agradáveis então estão a exibir um padrão de
comportamento que não provém do ser interior. Na realidade, estão a suprimir
sinais da vossa parte mais interna e a tentar viver de acordo com as
expectativas de outros a fim de não perder o seu amor, admiração ou cuidado.
Ou seja,
estão a reagir com a consciência voltada para o mundo exterior, com o foco nos
outros. Pensam “como quero que tu me
ames irei ser gentil, meigo, atencioso”. Esta é uma linha de pensamento e
comportamento baseada no medo, medo de não conseguirem ser auto suficientes,
medo de serem rejeitados ou abandonados.
Com isto,
estão a limitar a vossa própria expressão e a ignorar as emoções de desagrado e
irritação que se encontram no vosso interior.
Entretanto,
aquela vossa parte que não está a ser expressada irá viver uma vida escondida criando
insatisfação e cansaço no vosso ser
O que
parecia amabilidade, simpatia afinal não é mais do que uma forma de auto
negação. Centram-se no exterior, nos outros porque estão simplesmente a
esconder-se de si próprios, recusam-se a olhar para o que existe no vosso
interior.
O modo de
sair deste estado de auto negação é estabelecer contato com as partes
suprimidas e escondidas dentro de vocês, é voltar o foco da consciência para
dentro.
Entrar em
contato com essas partes não é difícil nem requer habilidades ou conhecimentos
específicos.
Não
transformem o “ir para dentro de si” num processo difícil que tenha que ser
ensinado por outros ou que o façam por vocês. Podem perfeitamente fazê-lo
sozinhos e sem dúvida que encontrarão a vossa própria forma de o fazer. A
motivação e o querer são muito mais importantes do que “habilidades” e
“métodos”. Se realmente tiverem a intenção de se auto conhecer, se estiverem
decididos a mergulhar bem fundo no vosso interior e tomar consciência das
emoções e pensamentos de medo que lá existem e que bloqueiam o vosso caminho
para uma vida plena e feliz, então conseguirão, qualquer que seja o método
usado.
Continua...
Mensagem de Jeshua (Jesus) canalizada por Pamela Kribbe.
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